
A chuva não cessava e Julia estava sentindo o buraco em seu peito alargando de saudade cada vez mais, cada vez que imaginava sentir o perfume de seu amor a sua volta como era quando juntos estavam, o que agora não aconteceria mais, pelo menos por um bom tempo.
Para distração pega uma caneta e decide escrever no seu diário, mas escrever sobre o que? Sua maior inspiração estava no momento do outro lado do país sendo forçado a acompanhar seu pai a uma viagem de negócios já que pretendia assumir a empresa futuramente, mas acabava deixando seu pensamento e seu coração com Julia, assim como os dela estariam com Daniel aonde quer que ele fosse.
Então ela decide escrever sobre o que mais ama no mundo todo, sobre sua razão para cada vez respirar fundo e seguir em frente mesmo com a distância o seu amor não diminuíra, nunca e em nenhuma circunstância mesmo que um pequeno pedaço do seu coração fora preenchido por outra coisa ou alguém.
Sentada em sua escrivaninha de frente para o grande mural lilás que ganhara de sua mãe no natal passado que no momento era repleto de fotos dos dois em momentos únicos e preciosos, Julia relembra a ocasião de cada uma das fotos e após uma longa olhada para a janela que estava apenas com o vidro fechado mostrando a chuva que agora já se fazia mais forte começa a escrever emergida em pensamentos bons e felizes com Daniel.
‘Quero-te aqui comigo, para me abraçar e dizer que tudo está bem enquanto meu mundo desaba a minha volta... Eu acreditaria em você.
Eu acreditaria em qualquer coisa pra dizer a verdade, se isso significasse te ter aqui perto de mim como sempre foi e sempre tem que ser, sinto sua falta e fico rondando pelas ruas aonde fomos felizes em momentos próprios, mas sei que isso é importante para o seu futuro... Quero dizer, para o nosso futuro como você mesmo diz, fico feliz que tenha planos para nós, pois eu também tenho os meus e tenha certeza que são bons também... ’
Sentido uma lágrima brotar nos cantos dos olhos, Julia é interrompida por uma batida forte na porta da sala, já que estava sozinha em casa foi obrigada a se levantar e ir ver quem era e ao dizer a típica frase ‘quem será essa hora e com essa chuva?’ abriu a porta rapidamente para atender e então recebeu um grande abraço em troco, com o coração na boca pela surpresa se acalma a sentir o perfume inconfundível de seu amado que vinha dos braços fortes que agora estavam em torno de sua cintura, feliz e ainda sim confusa recebe uma resposta curta em troca de uma pergunta que só estavam em seus olhos.
-Quase morri de saudades – disse Daniel com o rosto fundo no pescoço de Julia que agora correspondia ao abraço na mesma intensidade ou ate mais do que ele.
-Por um momento eu pensei que tivesse morrido de saudades de você – respondeu Julia agora sentindo suas lágrimas vindo à tona, mas não pelo mesmo motivo, pois agora elas eram de alegria.
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