quinta-feira, 5 de julho de 2012


O amor não sobrevive sozinho, impossível aparecer do vazio e particularmente não creio em ‘amor a primeira vista’ por ser um sentimento tão composto e que necessita tanto de mil composições, sensações, detalhes e boas razões pra mante-lo vivo dentro de nós, porque não existe amor sem paixão, sem companheirismo, amizade, lealdade e cuidado... Mas também não pede grandes atos para se manter ali, basta dedicação como a de uma flor que todos os dias precisa ser cultivada para que ela cresça cheia de cores e vitalidade.
Ele é tão complexo e singelo, tão intenso e frágil, o mais lindo amor é o mais inocente, algo raro hoje em dia, já que as pessoas dizem que amam até o sapato que usam, banalizaram a palavra que com qualquer simples encantamento, uma paixonite de verão ou até o puro tesão por alguém já dizem que amam e tem a ousadia de dizer que é VERDADEIRO, como se o amor fosse a coisa mais pratica do mundo, como se dizer ‘eu te amo’ tivesse o mesmo valor de um ‘bom dia’ para um estranho qualquer na rua, automático piscar ou respirar. As coisas se perderam no tempo e por mais atual que tu esteja e a correria no dia dia em que todos se encontrar, sempre o mais simples é o que arrancam-lhe suspiros como a gentileza uma rosa entregue, um sorriso aberto, um bilhete, coisas que não são compradas, negociadas ou expostas em alguma vitrine em promoção... Amor não se compra, amor não se negocia, o único preço dele são dois corações que merecem dar certo para ter o seu ‘feliz pra sempre’.

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