O amor não sobrevive sozinho, impossível
aparecer do vazio e particularmente não creio em ‘amor a primeira vista’ por
ser um sentimento tão composto e que necessita tanto de mil composições,
sensações, detalhes e boas razões pra mante-lo vivo dentro de nós, porque não
existe amor sem paixão, sem companheirismo, amizade, lealdade e cuidado... Mas
também não pede grandes atos para se manter ali, basta dedicação como a de uma
flor que todos os dias precisa ser cultivada para que ela cresça cheia de cores
e vitalidade.
Ele é tão complexo e singelo, tão
intenso e frágil, o mais lindo amor é o mais inocente, algo raro hoje em dia,
já que as pessoas dizem que amam até o sapato que usam, banalizaram a palavra
que com qualquer simples encantamento, uma paixonite de verão ou até o puro
tesão por alguém já dizem que amam e tem a ousadia de dizer que é VERDADEIRO, como
se o amor fosse a coisa mais pratica do mundo, como se dizer ‘eu te amo’
tivesse o mesmo valor de um ‘bom dia’ para um estranho qualquer na rua,
automático piscar ou respirar. As coisas se perderam no tempo e por mais atual
que tu esteja e a correria no dia dia em que todos se encontrar, sempre o mais
simples é o que arrancam-lhe suspiros como a gentileza uma rosa entregue, um
sorriso aberto, um bilhete, coisas que não são compradas, negociadas ou
expostas em alguma vitrine em promoção... Amor não se compra, amor não se
negocia, o único preço dele são dois corações que merecem dar certo para ter o
seu ‘feliz pra sempre’.

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