Algo que não aconteceu na casa de Mariana, que com o celular na mão só sentindo vibrar a cada ligação que ela não atendia passou a noite em claro pensando na besteira que havia feito como ela teve coragem de fazer aquele papelão na frente do Felipe? Como ela vai à escola agora sabendo que vai ver ele e que não pode fazer nada para mudar o que já foi feito.
Sono não veio só a dor de saber que acabara de perder sem a perspectiva de voltarem a ser amigos, a amizade dele já bastava.
No domingo o dia amanheceu cinza ameaçando com chuviscos, o clima não ajudava em nada parar melhorar o humor de ambos.
Mariana passou o dia todo trancada em casa sem atender aos telefonemas de Felipe e de Julia, mas Julia não ia deixar barato, foi até a casa da amiga e sem cerimônias entrou no quarto da amiga preocupada.
- Mari, qual foi o problema?Você não atendeu ao meu telefonema e a tia Carmem esta preocupada porque você nem desceu para comer, me conta o que aconteceu – Julia pediu sentada na beira da cama fitando a amiga.
- Aconteceu o que eu sabia que ia acontecer, aconteceu que eu deixei escapar para o Felipe que gostava dele e ele ficou chocado e confuso e a gente acabou discutindo e eu estou evitando os telefonemas dele desde ontem, ele tenta falar comigo desde a madrugada de ontem, deve ter umas cem ligações não atendidas dele – Mariana disse rápida e sem parar para respirar.
- Mas porque você não atende o telefonema dele? Se ele quer falar com você, deve ser importante! – Julia tentando acalmar a amiga.
- Eu sei o que ele quer falar comigo, eu não quero o ouvir dizer que só quer ser meu amigo e que nunca pensou na gente como um casal e que e eu sou uma idiota bobona – Mariana disse com a voz abafada pelo travesseiro.
- Deixa de ser boba, ele não vai dizer isso até porque se fosse para dizer isso ele não estaria tentando falar com você até agora – Julia disse firme acalmando Marina.
Celular começa a vibrar novamente, pela milésima vez desde a primeira ligação, Julia olha para Mariana e vai em direção ao celular.
- Mari, finalmente você me atendeu eu preciso falar com você urgentemente! – Felipe disse rapidamente aliviado
- Calma Lipe, sou eu a Julia. A Mari não pode te atender agora, desculpa – Julia disse com a voz baixa com pena de Felipe.
- Ok eu entendo, mas eu preciso falar com ela Julia, eu quero esclarecer as coisas, porque eu não sei o que pensar disso, eu nunca pensei em nós desse jeito, mas ontem quando eu tava vindo pra casa eu pensei e tudo mais e eu queria conversar na boa com a Mari. – Felipe disse com a voz preocupada.
- Eu passo o recado Lipe, obrigada por ligar – Julia disse encerrando a ligação.
- Eu que agradeço por você me escutar Julia, muito obrigado e a gente conversa amanhã na escola. – Felipe se despediu da amiga e desligou o celular.
Domingo passou rápido demais para Mariana e lento demais para Felipe.
Segunda – feira chegou e logo pela manhã Mariana estava nervosa para ir à escola, ela queria evitar esse encontro o máximo possível.
Esperou a amiga na frente da sua casa e foi conversando com ela até a escola que eram a dois quarteirões dali, chegando a frente à escola vê pela grade Felipe a esperando logo ao pé da escada com os braços cruzados frente ao peito, nervoso.
Ao chegar ao portão seu olhar cruza com o de Felipe que prontamente abre um largo sorriso que logo desaparece na mesma velocidade ao ver Renato esperando Mariana.
Mariana ao ver Renato sente se coração relaxar, uma fuga, era isso que ela precisava agora. Renato que não era nenhum exemplo de boa pessoa ou de amigo, mas ele era divertido e engraçado, tinha 18 anos e parado de estudar aos 15, definitivamente não era um bom exemplo, dane-se ela queria matar aula hoje mesmo.
- Renato! Justamente quem eu precisava ver – disse Mariana feliz abraçando o amigo ignorando os olhares mortíferos que Felipe lançava para os dois.
- Precisa de mim pra que? Conta pra mim gatinha – Renato indagou usando o tom sedutor típico.
- Eu quero matar aula hoje, me ajuda? – Mariana pediu desviando o olhar do rosto de Julia que não acreditava no que estava ouvindo.
- Claro, quer ir pra onde? A minha casa fica vazia essa hora, que tal? – Renato propôs passando o braço em volta dos ombros dela.
- A gente decide isso no caminho – Mariana desconversou já indo em direção a rua.
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