Indo pela avenida que agora era apenas mais uma rua silenciosa os dois iam em direção a casa de Mariana entre risadas e brincadeiras.
Felipe sempre brincando e abraçando a amiga se lembra de Renato, um amigo de Marina que ele definitivamente não gosta nenhum pouquinho.
- Mari, o que o Renato tava querendo contigo aquele dia lá na escola? – Felipe perguntou mesmo tentando esconder sua curiosidade que estava clara.
- Ele queria conversar, por quê? – Mariana perguntou confusa por ele se lembrar de uma coisa que aconteceu a mais de uma semana.
- Eu não gosto do jeito que ele olha pra você, parece que quer te roubar só pra ele e eu não gosto disso, acho que o que ele quer com você não é apenas amizade – Confessou Felipe envergonhado pelo sentimento de posse que tinha sobre a amiga.
- Que coisa mais sem sentido isso que você disse, ele é só meu amigo, aliás, de quem que ele ia me roubar? Eu não sou de ninguém que eu saiba – Mariana disse olhando fixamente para Felipe.
- Ahh, eu não sei, você é minha amiga, como eu faço se ele te tirar de mim? Eu não posso ficar sem a minha amiga – Felipe murmurou indo abraçar a amiga.
Marina desviou do abraço e sentindo seu coração apertar pelo termo ‘amiga’ e não ‘namorada’ ou algo assim olhou para ele e saiu andando deixando Felipe sem entender nada com a única solução de correr atrás da amiga, na frente da casa dela ele a alcança e segurada no seu braço olha nos seus olhos indagando.
- O que eu disse de errado? Você não é mais a minha amiga então? Você é indispensável na minha vida, eu preciso da tua amizade como preciso de ar. Como eu faria sem você? – Questionou Felipe segurando firme o braço de Mariana que agora olhava para o vazio segurando uma lagrima.
- Você não disse nada de errado, eu que não me contento com a tua amizade - Mariana confessou olhando pra baixo.
- A minha amizade já não é o suficiente pra você? Você prefere a amizade do Renato então? – Felipe pergunta nervoso sentindo a sua força esvair a cada palavra que ouvia
- Não é isso! Pra variar você entendeu tudo errado – Disse Mariana já deixando as lagrimas que teimavam em embaçar sua visão caírem.
- O que eu entendi de errado? Conta-me Mari, e porque você esta chorando? – Perguntou Felipe agoniado ao ver o rosto triste de Mariana.
- O problema é que eu sempre me apaixono pelo cara errado, mas dessa vez eu me superei e fui logo me apaixonar pelo mais lento da face da Terra! – exclamou Mariana com a mão pro céu.
Com um puxão se libertou do aperto de Felipe que com o choque das palavras ficou estático, e então ela entrou no portão e foi em direção a porta da frente.
- Então o cara que eu ouvi você comentando com a Julia? Dizendo um monte de coisas boas sobre ele, esse cara... – Quando Felipe foi terminar a frase, faltaram forças para continuar e Mariana continuou.
- Infelizmente é você, não posso mandar nisso. – dito isso Mariana entrou em casa e fechou a porta sem nem olhar para traz.
Depois que Felipe se recuperou da surpresa não restou nada além de ir para casa pensar nas informações que recebeu e com milhões de perguntas na sua cabeça tentou ligar varias vezes durante a noite, ele tinha que falar com ela e tentar entender o que aconteceu, o que mudou entre eles pra ela se apaixonar pelo homem mais idiota que ele conhecia, ele mesmo. Depois de horas revirando na cama Felipe se lembrou de alguém que poderia ajudar e com certeza não ia se negar a ajudar, Julia. Com esse pensamento o sono acabou vindo em volta de 05h30min da manhã.
continuar...
Nenhum comentário:
Postar um comentário